Conheça as belezas do Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins

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Você já ouviu falar no Parque Estadual do Jalapão? Não? Fique tranquilo, pois muita gente ainda desconhece esse paraíso natural. Nesse post vou te contar da minha experiência por lá, trago um relato de como é a expedição (dia a dia) que foi feita com a competente empresa Jalapão Selvagem. Se você gosta de natureza, paisagens belíssimas e muita diversidade se prepare para a aventura!

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A viagem começa geralmente por Palmas, uma das portas de entrada para esse incrível lugar. Na capital, fiquei hospedado no Hotel Girassol Plaza e contudo tudo de como foi a experiência. Depois disso, partimos cedo para o Jalapão.

Leia também: Hotel em Palmas: luxo, conforto e boa localização no Girassol Plaza

Primeiro dia:

Localizado na região leste do estado do Tocantins, o Parque Estadual do Jalapão recebe turistas o ano inteiro, a maioria deles vindos de São Paulo. De fora, são mais frequentes os argentinos, franceses e americanos. O tour é feito em veículos 4×4, pois só é possível chegar no parque com carro de tração nas quatro rodas. Os que se arriscam em carros menores mas ficam pelo meio do caminho e precisam de uma ajudinha pra sair do atoleiro.

Parque estadual do Jalapão

Como o parque é gigante, cerca de 1.600km², o grupo vai conhecendo os atrativos da região aos poucos e o local de hospedagem vai mudando ao longo da expedição. O Jalapão pode ser visitado em qualquer época do ano, mas para quem não quer chuva fuja dos meses de dezembro e janeiro, contudo o guia assegura que não é nada que impeça a realização do passeio. Para os que querem mais conforto e rapidez no ir e vir até o parque, a agência Jalapão Selvagem dispõe de serviço com avião bimotor, com capacidade para levar até 5 pessoas. Nessa modalidade, a viagem entre Palmas e o Jalapão dura em torno de 50 minutos.

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Mas o mais comum é ir de carro mesmo, por um percurso que dura algumas horas. Uma das paradas impressionantes acontece logo no primeiro dia, quando visitamos o Canyion de Sussuapara. Formado por enormes paredões, é um lugar ótimo para fazer fotos.

>> Por ele corre um pequeno riacho, onde dizem que o visitante pode jogar uma pedrinha branca de costas para o rio e fazer um pedido. Na dúvida, fiz! Afinal, não custa nada colocar uma “fézinha” na crença popular.

De lá, fomos até o Rio Soninho, onde está uma cachoeira bem bacana pra fotos e perto dali uma área segura para banho, super relaxante. Água cristalina e corredeiras mais calmas no melhor estilo hidromassagem natural.

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Para finalizar o primeiro dia com chave de ouro, visitamos a Pedra Furada, um dos principais pontos turísticos da região. Ao chegar no local, o turista já fica impressionado com o tamanho do paredão com seus “buracos” formados pelo vento. Bastam alguns passos e você já está circulando pela Pedra Furada, por baixo e por cima. É sem dúvida um dos lugares mais incríveis do Brasil por onde vi o por do sol! O visual é muito lindo.

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A expedição feita pela Jalapão Selvagem já inclui hospedagem e todas as alimentações, assim como as taxas de entrada dos atrativos. Com serviço diferenciado, a Jalapão Selvagem dispõe a seus participantes um ótimo serviço de bordo com frutas, barras de cereais, amendoins, água e sucos.

Nossa primeira noite foi na Pousada Águas do Jalapão, que contava com ótima infra-estrutura para os turistas, com piscina, quartos espaçosos com ar condicionado e suíte. O café da manhã foi bem farto com frutas, pães, sucos.

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Segundo dia:

Fomos até a Cachoeira da Velha, lá não é possível banhar-se, porém o local é excelente para boas fotos e possui uma plataforma de madeira que facilita o acesso. Em seguida nosso destino foi a Prainha do Rio Novo, onde ficamos por algumas horas para banho. A água praticamente parada e bem fria convida todos a relaxar. A faixa de areia é larga e por isso o local recebe o nome de Prainha.

O último passeio desse dia foi um dos visuais mais impressionantes de toda a viagem: as Dunas do Jalapão, onde seguimos pela trilha para subir as dunas pelas “setinhas” indicadas nas placas, uma forma de manter o morro fora do risco de desmoronamento. A subida não é muito cansativa e ainda que fosse valeria muito a pena o esforço, pois o visual é de perder o fôlego! De um lado, só areia dourada, do outro uma vereda com buritis (árvore típica da região).

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Terceiro dia:

Mais emoções por um dos pontos mais famosos do passeio: os fervedouros! O Fervedouro da Ceiça ou do Bananal, já na chegada, deixa seus visitantes impressionados com a pequena “piscina” natural, cercada de bananeiras e com uma água super cristalina, parece cenário de filme.

Alguns passos adiante e chegamos a afundar meio corpo no fervedouro, sim meio corpo porque lá ninguém afunda. Ali brota água e a pressão faz com que ela suba levantando também uma areia super fina e branquinha que nos faz sentir como se estivéssemos andando nas nuvens ou no meio de areia movediça.

É uma sensação inusitada e divertida. Pena que neste local, devido à quantidade de pessoas que visitam, cada grupo de 6 pessoas permanece apenas por uns vinte minutinhos. Se não houver ninguém aguardando (pouco provável) você pode ficar mais tempo sem problema. O Jalapão abriga cerca de vinte fervedouros catalogados, sendo nove explorados pelo turismo.

Leia também: Conheça o Fervedouro, no Jalapão

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Visitamos algumas lojinhas e centros de artesanatos, onde vendem os típicos artesanatos da região feitos com capim dourado. Isso mesmo! O Jalapão é tão incrível que até o capim por lá vale ouro e não é exagero.

Já houve época em que o capim dourado era traficado para outras regiões tamanho é seu valor de negócio. Hoje, os artesãos contam com uma associação organizada e só podem colher o capim dourado as pessoas que são cadastradas.

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O capim dourado é usado na confecção de uma infinidade de produtos, a maioria deles de casa ou bijus para a mulherada que fica “louca” ao encontrá-los à venda. São pulseiras, brincos, vasos, bolsas, cintos, mandalas, colares, entre outros.

E os preços são bem atrativos: vi brincos e porta jóias por R$ 10,00 e vasos por R$ 25,00. A principal característica do capim dourado é sua cor que lembra a do ouro. Essas peças são mundialmente conhecidas e vendidas inclusive em outros países. O Capim Dourado só pode ser colhido entre 20 de setembro e 20 de novembro para que não entre em extinção. Durante os passeios, é possível ver as plantações dessa coisa tão linda.

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Chegamos então à Cachoeira da Formiga, não se espante que o local não é infestado desses insetos. Apesar de pequena, ela possui um grande volume de água em sua queda, formando um grande poço cristalino em meio às árvores: samambaias e palmeiras nativas da região.

Ótimo lugar para mergulhar e dar algumas braçadas. Bem ao lado do poço para onde segue a corredeira há um tronco de margem a margem do rio onde vale a pena ficar sentado relaxando com a água corrente. É uma delícia!

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Quarto dia:

Esse dia começou bem cedo. Parte do grupo acordou às 3h30 da madrugada para subir a Serra do Espírito Santo. Este passeio é opcional e o valor é acertado diretamente com o guia, mas já adianto que vale a pena pular da cama ainda no escuro. Deixamos o carro na estrada e seguimos com lanterna para iniciar a escalada por uma trilha que não é das mais fáceis. Há muita pedra e o percurso é bastante íngreme. Nessa puxada, temos um quilômetro morro acima. Leve água e barrinha de cereal para ajudar na disposição.

> Lá de cima, um visual deslumbrante com um céu estrelado e um silêncio absoluto, aguardando o nascer do sol. Câmeras preparadas, começam a surgir os primeiros raios. De noite e de dia, difícil saber qual horário é mais encantador. Tem uma pedra mais pontuda que você pode arriscar algumas fotos, claro que com bastante cuidado.

Depois, é só descer, mas engana-se quem pensa que pra descer todo santo ajuda. O esforço nos joelhos é maior na descida e confesso que os meus sentiram um pouco de dor. No final, pernas tremendo mas com recordações belíssimas!

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Voltamos para o hotel, vale ressaltar que a hospedagem neste dia foi muito bacana, pois ficamos em pequenos chalés, com direito a cama de casal, ar condicionado, suíte e tudo bem “novinho”, a pousada tem pouco mais de um ano de inaugurada.

Tomamos café com o restante do grupo e seguimos para a Cachoeira do Prata. Teve tempo ainda para visitar o Fervedouro Bela Vista, que possui a melhor infra-estrutura de todos, com plataforma de madeira para chegada até ele. É o maior fervedouro e para muitos o melhor de curtir, mas confesso que não sei opinar qual gostei mais. Todos são lindos! Cansou de fervedouro? Eu ainda não!

Tive ainda a visita ao Fervedouro do Alecrim, também pura diversão! O almoço foi bem perto deste último atrativo, num local super charmoso, com direito a redes, mesas e bancos embaixo de árvores e um cardápio super caprichado com frango assado, legumes na moranga, macaxeira, feijão preto, carne e docinhos de sobremesa. A hospitalidade do dono do local nem se fala, todos por lá são super atenciosos com os turistas, sabem realmente recebê-los.

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Quinto dia:

No último dia dessa deliciosa aventura de passeios o grupo foi para a Jalapinha, uma cachoeira pequena ótima para banho. Não havia ninguém no local e era como se estivéssemos “em casa” com amigos. Seguimos pela estrada em direção ao Morro da Catedral, uma montanha onde a pedra tem uma fachada que lembra a de uma igreja, fizemos fotos da estrada mesmo e seguimos para o Morro Vermelho.

>> Aqui, é preciso um pouco de esforço físico também para chegar lá no alto, mas não é muito difícil. No meio do caminho os participantes são puxados por uma corda (na descida, a mesma coisa). Por isso, é preciso ir de tênis. Lá do alto, avistamos os demais morros e claro que posamos para fotos e mais fotos.

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A próxima parada foi a Cachoeira Encantada, detalhe é que única agência que faz este passeio é a Jalapão Selvagem, devido ao difícil acesso mesmo de 4×4, as demais agências “fogem” do destino. O lugar é lindo, possui paredões gigantescos e uma cachoeira.

Ali encontrei um pequeno poço com correnteza de água que é uma verdadeira hidromassagem e foi a melhor de todas. Ficaria mais algumas horinhas por la. Mas ainda tínhamos o mirante Sete Quedas para visitar e, claro, a volta para a cidade de Palmas. Vale destacar que para todos os passeios o carro 4×4 chegou bem perto dos atrativos, as trilhas e caminhadas são bem curtas, o que facilita a ida ao Jalapão mesmo de pessoas que possuam algum tipo de limitação.

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Você pode programar todo esse passeio com a Jalapão Selvagem, que monta uma expedição personalizada para os grupos e o melhor: se você tiver grupo formado, pode até escolher a data do passeio. Tudo é acertado em comum acordo para que o turista seja atendido da melhor maneira.

Senti que a Jalapão Selvagem capricha nos detalhes e ainda oferece serviço de bordo bem farto, além de incluir um seguro viagem para todos os participantes, item que muitas agências locais não oferecem. Vale ressaltar ainda que todos as pousadas que fiquei tinham ótima acomodação e a comida era farta e muito saborosa. Ao contrário do que muitos pensam é possível conhecer o Jalapão com conforto sim!

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Esse destino ainda segue como quase desconhecido do povo brasileiro, mas eu arrisco dizer: não demora muito para que se torne um dos novos queridinhos de quem gosta de conhecer o melhor do nosso país e da natureza. Programe-se e vá antes que a fama chegue.

Jalapão Selvagem
www.jalapaoselvagem.com
[email protected]
Fone: 63-84014222
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* Esse passeio foi feito em parceria com a Jalapão Selvagem, porém as opiniões e impressões aqui relatadas são livres e pessoais. Aos leitores que mencionarem a indicação do Blog Turisteiro, a agência oferece preço diferenciado.

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Até logo!

Fabiano Antunes
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Fabiano Antunes

Turisteiro desde sempre, já rodou por 26 países e a maioria dos estados brasileiros, mas quer visitar o mundo inteiro. É jornalista de formação, escritor nas horas vagas e tem dois livros publicados. Um cara do tipo que vive pensando e planejando viajar. Adora mapas, coleciona bandeirinhas dos países e também bonequinhos caricatos de chumbo. E-mails para [email protected]
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