Quantos dias ficar em João Pessoa: a segunda capital mais verde do Mundo!

João Pessoa

João Pessoa ou Jampa, como carinhosamente pode ser chamada, tem praias tranquilas, mar calmo, um belo calçadão, prédios bem baixos na orla e o hotel Tambaú como cartão postal. Ideal para famílias e casais enamorados, a cidade já foi apontada como uma das que tem a melhor qualidade de vida do Brasil e ainda foi eleita, em uma Conferência das Nações Unidas, como a segunda capital mais verde do mundo, perdendo apenas para Paris! Se você ficou curioso para saber quantos dias ficar em João Pessoa e quais são melhores passeios dessa cidade nós te contamos tudinho logo a seguir.

Orla de João Pessoa

Como, quando e por quê ir pra Jampa?  

Com praias limpas e um mar esverdeado, Jampa é ideal para quem quer tranquilidade. A cidade tem um aeroporto bem modesto, com preços dos voos que geralmente são salgados em praticamente todo o ano. A dica para quem quer visitá-la é procurar voos para as capitais vizinhas Recife e Natal, de onde se pode partir por ônibus ou carro. Tem sol o ano todo, podendo chover esporadicamente no inverno mas ainda assim, a temperatura da água é morninha. Uma curiosidade sobre a cidade é que existe uma lei municipal que proíbe prédios com mais de quatro andares na orla. Além disso, das cinco às oito horas da manhã o trânsito de carros na beira mar fica proibido, tornando o local exclusivo apenas para pedestres e praticantes de atividades ao ar livre, vale a pena apreciar o lindo cenário à beira mar.

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Nascer do Sol João Pessoa

Porta de entrada do sol nas Américas, esse paraíso se encontra no ponto mais oriental do nosso continente, sendo a primeira cidade do Brasil (depois do arquipélago de Fernando de Noronha) a receber o nascer do dia. Em uma das vezes fiz questão de acordar mais cedo só pra ver o sol nascer, por volta das cinco da manhã e fiquei embasbacado. O espetáculo, que poucos conhecem, foi exibido com o céu adquirindo vários tons das mais diversas cores até brotar o sol. É uma recordação que vou levar pra sempre.

O gigante e tradicional resort Tropical Tambaú é um dos símbolos da cidade. Trata-se de um hotel em formato circular no qual fiz uma rápida visita guiada. A estrutura que possui além de piscinas, vista panorâmica do mar, agências de turismo, casa de massagem, receptivos e um centro de convenções onde acontecem até shows. Se quiser algo menos extravagante, procure se hospedar nas imediações dele que estará muito bem localizado e pagando um preço bem mais acessível.

O que fazer em João Pessoa? 

Do lado direito desse hotel está a praia de Tambaú, a mais urbana e com melhor infra estrutura de quiosques, é a preferida dos banhistas e também ideal para tomar uma água de coco ou comer aquele peixe grelhado. Muita atividade esportiva acontece nas quadras de vôlei, futebol ou de práticas recreativas, os moradores são muito ligados a atividades na praia e no seu entorno, sendo que o calçadão fica tomado por gente correndo, caminhando ou patinando no início do dia e no fim de tarde.

Picãozinho

Não deixe de fazer o passeio de barco até as piscinas naturais de Picãozinho, sendo o ponto de saída próximo ao hotel Tambaú. Em alto mar é possível ver peixinhos e caminhar pelos corais na maré baixa. Procure saber se a maré está realmente baixa e não se acanhe em pechinchar os preços, pois eles variam de uma embarcação para outra. Seguindo pela orla, um pouco mais adiante já estará na praia do Cabo Branco, que se estende com muitas pedras que ficam encobertas na maré cheia e na qual se deve ter cuidado redobrado caso queira apreciar um banho de mar.

Tomando o hotel Tambaú ainda como referência, para o lado esquerdo dele está a praia Manaíra, local pelo qual alguns barcos de pesca ficam atracados e poucos banhistas se aventuram. Achei essa praia boa para caminhadas, mas não vi muita gente tomando banho. Destaque para o Mag Shopping, um dos poucos centros comerciais brasileiros que está à beira mar e possui vista privilegiada, sobretudo no final da tarde.

Praia Manaíra

Em frente ao Hotel Tambaú também está a feirinha de artesanato, com muitas lojinhas e coisas regionais como as deliciosas castanhas de cajú caramelizadas, souvenirs pessoenses, além de deliciosos sorvetes regionais. Destaque também para o que parece uma verdadeira “feira gastronômica” de tapiocas, incluindo as opções de tapioca x-tudo ou rodízio de tapioca, todas bem avantajadas, nunca vi coisa igual pelo nordeste. São infinitas portinhas com garçons que quase atiram os cardápios sobre os turistas. Vá com fome e coma sem medo nem pudor.

Vale a pena visitar a Ponta do Seixas, que tem uma feirinha modesta e é considerado o ponto mais oriental das Américas. Bem ao lado, está a Estação Cabo Branco, outro local legal para passear e apreciar cultura, arte e tecnologia (entrada gratuita). A estação é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, com uma arquitetura única. Suba no terraço e tenha uma vista privilegiada da orla paraibana, sobretudo no por do sol.

Oscar Niemeyer João Pessoa

Vá de bugue!

Existem duas rotas de passeio de bugue. Para o litoral sul estão incluídas visitas a Barra de Gramame, onde o rio encontra o mar. No restaurante, o turista pode segurar um guaiamun, carangueijo gigante de água doce que atualmente está proibido de ser consumido e tirar aquela selfie. O passeio segue por mirantes paradisíacos, passando ainda pela bela praia de Coqueirinho e termina na única praia de naturismo do nordeste, Tambaba. Essa última possui regras e fiscalização na entrada, onde só é possível entrar pelado e homens desacompanhados são barrados. Fiquei curioso, mas não pude entrar.

Passeio litoral sul João Pessoa

Já para o litoral norte, o bugueiro passa pela praia do Cabedelo, com parada para visita ao projeto guajiru (tartaruga urbana), praia de Intermares e visita ao Forte de Santa Catarina (construção portuguesa do sec. XVI). Nessa região as ondas são mais fortes e é possível encontrar muitos surfistas. Além disso, é comum muitos passeios pararem na praia de Camboinha, cheia de piscinas naturais, e de lá os turistas irem até a Ilha da areia vermelha, um banco de areia que só surge na maré baixa. Infelizmente não fizemos esse roteiro porque choveu muito no dia.

O centro histórico de João Pessoa estava meio decadente durante a nossa visita, com algumas obras, inclusive dragagem na lagoa do Parque Sólon de Lucena e pouca infra estrutura para o turismo. A única atração interessante foi a igreja de São Francisco, que possui visita guiada. Nem mesmo o Hotel Globo, de onde dizem se ver um lindo pôr do sol, estava aberto para visita, uma pena!

Igreja São Francisco João Pessoa

Pôr do sol ao som do bolero de Ravel

Fechando com chave de ouro, temos o mundialmente (e imperdível!) conhecido pôr do sol na praia fluvial do Jacaré. Apaixonado por esse momento como sou, aqui foi um dos locais mais memoráveis que vi o sol se pondo. Além da nossa estrela de luz maior, mais feirinhas e muitos restaurantes com vista para o rio onde o sol se encarrega de embelezar o fim do dia. O saxofonista Jurandir garante uma bela trilha sonora com seu saxofone e o bolero de Ravel há mais de vinte anos, deixando tudo mais charmoso, romântico e inesquecível.

Quantos dias ficar em João Pessoa?

Depende do seu gosto pessoal, mas acredito que quatro dias completos seja o período mínimo para desfrutar o básico que a cidade tem a oferecer. É comum fazer passeios de bate e volta a Natal e Recife. Então agora que você já sabe tudo sobre a cidade, fica difícil não querer pegar o primeiro voo para “Jampa”, não é mesmo? Coloque hoje mesmo a cidade na sua lista de desejos e curta muito essa viagem!

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Amilton Fortes
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Amilton Fortes

Administrador, agente de viagens, especialista em coaching, fotógrafo e um turisteiro nato que adora escrever contando especialmente as coisas que ninguém disse sobre os lugares que visita. Segue pelo mundo colecionando seus ímãs de geladeira. contato: [email protected]
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