Ensinamentos budistas: como vivem os monges asiáticos?

Monges trabalhando

Se você quer conhecer um pouco mais dos ensinamentos budistas, saiba que um dos lugares mais místicos e espirituais da Ásia é a cidade de Luang Prabang, que fica no Laos. Não é à toa que o nome vem de uma referência à imagem do Buda Pha Bang (daí o Prabang). Cidade pequena, tranquila e cheia de templos e monges por toda parte. Quer saber como os monges vivem e se comportam? Então leia o texto a seguir.

Monges tocando música

Não há dados oficiais, mas quem circula por Luang Prabang acaba percebendo muito mais gente vestindo mantos laranja e de cabeça raspada do que em qualquer outro lugar. Aproveite para visitar os inúmeros templos e tente bater um papo com algum monge para saber mais sobre a cultura deles.

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Entrosamento com os monges 

É bem verdade que no primeiro momento você pode se sentir intimidado em se aproximar dos monges, por uma questão de respeito a um ser que parece elevado espiritualmente. Mesmo assim, é tranquilo conversar com eles, são pessoas amáveis e que exalam pureza. Quando não puxam assunto, ao menos retribuem com um sincero sorriso.
Monges trabalhando

Nos diversos templos, é possível ver os monges fazendo diversas tarefas a maior parte do tempo, seja em serviços de manutenção como pintura, limpeza ou na decoração de alguma festa que vai acontecer. Por incrível que pareça, achei os budistas super festeiros! E nós tivemos a sorte de presenciar o festival Awk Phansa, que celebra o final do período das chuvas. Para os dias do festival, a cidade inteira recebe uma iluminação especial por centenas de velas acesas, além de um desfile no melhor estilo carnaval de carros alegóricos lotados de velas e luzes com muitas figuras em forma de dragões, entre outros elementos representativos. Mas os monges não participam do desfile, eles apenas decoram os templos, iluminando os santuários com lanternas coloridas de papel e só ficam da sacada observando tudo. É lindo de se ver, uma energia contagiante! Em 2015 essa grande festa ocorreu por toda a semana do dia 27 de outubro, sendo que este foi o grande dia da comemoração.

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Outra curiosidade é que, apesar do voto de pobreza feito pelos budistas, vi vários discípulos utilizando celulares e ipads.
Monges na festa

Mais informações:

A religião, que teve origem na Índia, é extremamente popular na Ásia. Os monges que escolhem seguir à risca passam a viver por caridade e fazem voto de castidade. Você sabia que o Budismo não tem um Deus? Pois é, na verdade, Buda é apenas uma referência do estado máximo de “iluminação” e os budistas não tem uma hierarquia. O Budismo, como religião, influenciou fortemente alguns pensadores, como Schopenhauer, que foi o responsável pela introdução do Budismo no pensamento filosófico ocidental. Outra curiosidade é que nessa religião seres humanos e animais estão no mesmo patamar, pois todos são seres que tem alguma consciência.

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Ronda das almas: uma cerimônia para todos

Mesmo não tendo a intenção de ser um programa turístico, todos os dias entre as 5h e 6h da manhã acontece a chamada Ronda das Almas, um dos principais atrativos para quem visita a cidade. É um momento que leva muitos moradores e turistas a madrugarem para oferecer esmolas ao monges em troca de orações. Na verdade, o momento é uma procissão religiosa onde todos ficam enfileirados para realizar as doações aos monges.
Ensinamentos busita na ronda das almas
O ponto de concentração principal é Sakkaline Road e recomendam evitar fazer o uso do flash na câmera. Como não trabalham de forma remunerada por força da religião, quem mora nos templos vive de donativos. Monges também andam gratuitamente no transporte coletivo e sempre ganham alguma comida no comércio local.

É muito comum que turistas se misturem aos moradores durante o ritual pelo encanto de poder participar de uma cerimônia com tanta fé e solidariedade. Eles recolhem os alimentos em pequenos cestos. Muita gente tem dúvida quanto ao que pode doar, se somente arroz ou também outros alimentos. A maioria, de fato, entrega arroz, um punhado a cada um que vai passando. Talvez seja a melhor forma de entregar a vários. Mas pra fugir do comum e dar algo diferente comprei biscoitos e chocolates no mercadinho.

Doações para monges

Para quem não comprou alimentos para doar na noite anterior, uma opção é comprar uma cestinha de comida a uma das diversas mulheres que acordam cedo para tentar ganhar algum dinheiro. Elas oferecem a cesta com biscoitos e arroz, além de uma esteira onde a pessoa fica ajoelhada, na calçada, esperando os monges passarem. A experiência vale a pena, começar o dia sendo solidário, posicionar-se ajoelhado para doar alimento é algo que por si só nos alimenta a alma.

Mais espiritualidade e troca… 

Em outros momentos pela cidade vi pessoas com duas garrafas de água, entregando elas para os monges realizarem uma oração. Ao final da prece, uma garrafa ficava para o budista e a outra para quem a ofertava, recebendo uma espécie de benção.

Praticando os ensinamentos budistas

De acordo com as instruções da religião, o budista acredita que a vida deve ser considerada um sofrimento e que vivemos numa infinita cadeia de reencarnações, pregando que conviver com tal angústia só é possível por meio do desapego.

Viajar por essa cidade permitiu ao #TURISTEIRO descobrir tesouros de sabedoria, formas diferentes de ver e viver o mundo, enriquecendo a minha vivência e espiritualidade. Foi muito interessante conhecer de perto um pouco mais da cultura budista e entender que no caminho da felicidade não temos necessariamente ter e ser muitas coisas. No final entendemos que o mais importante da vida é viver e ter apenas recordações!

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Até logo!

Fabiano Antunes
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Fabiano Antunes

Turisteiro desde sempre, já rodou por 26 países e a maioria dos estados brasileiros, mas quer visitar o mundo inteiro. É jornalista de formação, escritor nas horas vagas e tem dois livros publicados. Um cara do tipo que vive pensando e planejando viajar. Adora mapas, coleciona bandeirinhas dos países e também bonequinhos caricatos de chumbo. E-mails para [email protected]
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